sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lição n.03 O GOVERNO NA IGREJA: Centralizado ou Congregacional? (1)

Leitura Bíblica – (At 11:19-30).

Estudo Diário
Dom. A Igreja é coluna da verdade.................1Tm.3:15
Seg. Jesus é a única cabeça da Igreja............ Cl.1:18,24
Ter. Todos devem ser úteis na Igreja.............1Co.12:11-30
Qua. Jesus anda no meio das Igrejas...............Ap.2:1
Qui. Evitar tropeços no Corpo de Cristo........1Co.3:1-10
Sex. Foi estabelecido ministério na Igreja......Ef.4:7-12

Objetivo da Lição; Provar que o modelo de governo no N.T. é Congregacional.

Introdução:
No decorrer dos anos, surgiram muitas formas de governo eclesiástico, por causa do individualismo ou facções que, por se acharem donos da verdade, basearam suas teorias em pontos extrabíblicos.
Não havia ligações organizacionais entre as igrejas fundadas por Paulo, ainda que houvesse afinidades naturais entre as igrejas de uma mesma província (Cl.4:15-16; 1Ts.4:10). Esperava-se que todas se submetessem à autoridade de Paulo em questões de fé, mas tal autoridade era espiritual e admoestativa e não coercisa (2Co.10:8; 13:10). A administração local e a disciplina era autônoma (2Co.2:5-10). Nenhuma congregação local possuía autoridade sobre as demais, embora todas reconhecessem Jerusalém como a origem das bênçãos espirituais (Rm.15:27), pois a coleta para os santos pobres de Jerusalém foi um reconhecimento sobre isso.”Não há necessidade de alguém se levantar e ser o guia maioral do povo de Deus. Essa função é do Senhor Jesus!

Exposição:
1-Quantas formas de governo eclesiástico surgiram através dos séculos?
Através dos séculos, surgiram várias formas de governo de uma igreja, mas todas elas carecem de base bíblica.
Tipo Monárquico: este é o tipo de governo seguido pela Igreja Romana. Aceita como chefe supremo o papa, que diz ser infalível e sucessor do Filho de Deus. Pobre infabilidade! As decisões são tomadas pela hierarquia e o povo só tem que ouvir e obedecer! Roma falou ta falado.

Tipo Episcopal: Várias denominações adotam esse tipo de governo. É o bispo que tem a autoridade de administrar todas as coisas na igreja. As principais denominações que adotam este tipo de governo são a Episcopal e a Metodista.

Tipo Oligárquico: um pequeno grupo (elite), controla toda a congregação. Os membros não se pronunciam sobre os assuntos que cabem a todos discutir. São os presbíteros que governam a igreja.
A forma bíblica: São os membros que decidem, em assembléias, respeitam a decisão da maioria e aceitam a decisão da Igreja como a ação final. É ela que admite e demite membros e quem julga as faltas dos membros e quem reconcilia os eliminados que se restaurarem (2Co 2:5-11)”. É a Igreja quem decide. Não é um grupo ou uma única pessoa. É a Igreja reunida que julga, decide e vota. A Igreja é a última corte de apelação e isto Jesus deixou bem claro em (Mt 18:15-17).

2-Igrejas e obreiros locais precisam estar ligados e subordinados à uma organização geral? Há três usos comum da palavra igreja (grego – eklesia). Dois são das Escrituras e um não é. Poderíamos chamar estes dois usos como igreja local e igreja universal. O uso que não é das Escrituras se aplica a um grupo de igrejas que se juntaram, e a estes poderíamos chamar igreja denominacional. Uma igreja denominacional é um grupo de igrejas trabalhando juntas como se fosse uma, sob a organização nacional ou internacional. A única organização que Deus deu aos cristãos foi a igreja local. Não há autorização bíblica para qualquer presidente, sínodo ou convenção se colocar acima de qualquer grupo de igrejas. As igrejas tem de funcionar separada e independentemente sob a supervisão de presbíteros, cuja autoridade é limitada a uma igreja local (At 14:23; 20:28).
É neste sentido que lemos sobre a igreja em Antioquia da Síria (At 13:1)., sobre a igreja em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (At 14:21-23), sobre a igreja de Efeso (At 20:17), a igreja em Coríntio (1Co 1:1 e 2Co 1:1), as igrejas na região da Galacia (Gl 1:2,22), a igreja dos Tessalonicenses (1Ts 1:1; 2Ts 1:1), a igreja dos Laodicenses (Cl 4:16), as igrejas de Cristo (Rm 16:16), a igreja de Jerusalém (At 8:1; 11:22; 15:4), as igrejas da Asia (1Co 16:19), as igrejas da Macedônia (2Co 8:1), as igrejas de Deus (1Co 11:16) e as sete igrejas da Ásia (Ap 1:4,11).

Concluímos portanto, que os sistemas comuns de superestruturas de denominações, de ligas internacionais de igrejas e de hierarquias que ligam e até governam milhares de congregações locais, são invenções de homem. Não há modelo bíblico de tais arranjos. No Novo Testamento, os cristãos serviam juntos em congregações locais. Eles eram gratos pelos seus irmãos em outros lugares, mas não tentaram criar algum laço de organização centralizada onde os cristãos de um lugar pudessem dirigir ou governar o trabalho de discípulos de outro lugar.”

3-O que é preciso fazer para que as igrejas mantenham unidade?
a) Todos os grupos de cristãos espalhados no mundo formam a Igreja de Deus (Ef 5:26; 1:22-23; Cl 1:24).

b) Cristo é a única cabeça da Igreja (Ef 1:22,23; 5:22,23; Cl 1:18,24). É também o Moises, o Arão, o Sumo Sacerdote e Sumo Pastor (Hb 3:1-6; 6:20; 8:1,2; 1Pe 5:1-4).

c) A Igreja não deve adotar um governo executivo como as igrejas do mundo (Lc 22:24-27; 1Pe 5:1-4).
d) Cada igreja local deve ter uma pluralidade de pastores ou presbíteros (At 14:23; 20:17,18; Tt 1:5-7). E diáconos para adminitração (At 6:1-6; Rm 16:1).

e) É soberana e autônoma quanto a administração das finanças (Fp 4:14-19; 2Co 9:1-5; 11:7-9; 1Co 16: 1-4).

f) Para tratar de assuntos doutrinários, reúnem-se obreiros das igrejas locais em conferencia regional e anual (At 15:1-4; 22-28; Sl82:1).

Lição n.02 A Igreja de Deus.

Leitura Bíblica – Efésios 2:11-22

Estudo Diário
Dom. A origem da Igreja........Mt.16-18
Seg. A descrição da Igreja.....IPe.2:9-10
Ter. A natureza da Igreja....ICo.12:1-27
Qua. A missão da Igreja........At.1:8
Qui. A vida da Igreja............Cl.3:1-17
Sex. A esperança da Igreja...1Ts.5:1-11

Objetivo da Lição; Estudar sobre a origem da Igreja e a necessidade de se ingressar nela.

Introdução:
Para que houvesse a possibilidade da salvação em massa dos povos, se tornou necessário uma reforma na estrutura do judaísmo: a restauração do Tabernáculo de Davi que estava caído. Os judeus sempre mantiveram separados dos gentios e irredutíveis nesse aspecto. Isso, todavia, não significava que eles estivessem espiritualmente melhor. Ao contrário, se achavam cheios de tradições que mais os separavam de Deus. Com a primeira vinda de Cristo, a reforma era chegada. Com a Sua morte, o sistema provisório levítico chegou ao fim e uma Nova Aliança entrava em vigor. A partir de então, entrou em vigência o sistema ou sacerdócio de Melquisedeque, com um novo Sumo Sacerdote, não mais da tribo de Levi, mas de Judá. O verdadeiro ocupou o lugar do simbólico. Cristo, o Cordeiro de Deus, tinha sido sacrificado e já nada mais valiam os sacrifícios de animais. Agora sim, com a Igreja, se tornou possível a salvação e integração dos gentios na Comunidade de Israel. A Igreja, formada a princípio por judeus e posteriormente pelos gentios, se tornou o canal de Deus para a salvação de todos os homens arrependidos.

Eposição:
1-O que é comparada a Igreja? Ela é uma organização ou um organismo?
A igreja não é uma organização comum e secular, à qual a pessoa se agrega como sócio. A Igreja é sim, um organismo vivo, semelhante ao corpo humano, composta de pessoas arrependidas e convertidas. Membros isolados e igrejas locais espalhadas pelo mundo, formam o Corpo de Cristo. Nesse sentido, o vocábulo igreja é universal. Portanto a igreja é comparada ao corpo humano, do qual nós, os crentes somos membros e do qual Cristo é a única Cabeça. Chefe, Líder e Dono (1Co.12:27-31: Ef.1:22-23; Cl. 1:18,24).

2-Que foi necessário acontecer para que pessoas de todas as partes da Terra pudessem fazer parte da Igreja?
Romanos 11:15-24. Os primeiros integrantes da Igreja nascente foram os judeus. Foi necessário que alguns dos ramos naturais da oliveira (Israel) fossem quebrados para que os gentios pudessem ser enxertados no lugar deles. Contudo, aos crentes gentílicos foi recomendado para não esquecer que a raiz original era judaica (em Abraão), e que não têm de que se orgulhar, pois, a raiz, não israelita, é quem sustenta os gentios e não os gentios sustenta a raiz.

3-Seria a Igreja uma nova entidade?
Não. Alguns advogam a idéia de que o Cristianismo foi e é um movimento estranho ao judaísimo, mas não é. A reedificação do Tabernáculo de Davi, nada mais foi que a inauguração do Novo Concerto, sendo a Igreja o lugar para onde as pessoas de qualquer parte da Terra devem se agregar. (At.15:14-17; At. 2:47).

4-Sobre o que a Igreja esta firmada?
A Igreja está firmada sobre o duplo fundamento, dos profetas (V.T.) e dos apóstolos (N.T.- Ef. 2:20).

5- Que profecias anunciaram a nova ordem sacerdotal e a conversão dos gentios?
“O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquesedeque” (Sl. 110:4; Am. 9:11-12).

6-Que era necessário acontecer para unir os filhos de Deus dispersos?
“Ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação, e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos.”(Jo. 11:51-52)
O Corpo no qual forma agregados todos os convertidos, é a Igreja de Deus, a coluna e firmeza da verdade e que tem por cabeça, Cristo. Ver também (Ef. 2:16; 1:22-23; 5:23; Cl. 1:18;24).

7-Que promessas herdam os gentios, incorporados ao reestruturado Tabernáculo de Davi?
“Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé.”(Rm. 4:13)
“Dessorte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiro segundo a promessa.”(Gl.3:28-29). Os gentios não irão herdar uma nova promessa, por exemplo, o Céu. Se somos de Cristo e pertencemos ao Corpo, herdaremos somente o que foi prometido ao nosso pai Abraão e nada mais. Não temos uma promessa em particular.

8-Que nome foi usado para identificar aqueles grupos de crentes nos dias apostólicos?
(At.20:28; 1Co.1:2; 10:32; 11:16,22; 15:9; 2Co.1:1; Gl.1:13; 1Ts.2:14; 2Ts.1:14;
1Tm.3:5,15). Em todos esses textos, Paulo denomina o conjunto de congregações locais nas cidades do Império Romano de “Igreja de Deus”. Esse é o nome pelo qual é chamado o organismo vivo composto por crentes convertidos.

9-Quando exatamente, a Nova Comunidade de Israel, a Igreja, teve origem?
A Igreja teve origem no momento em que Jesus disse:”Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mt.16:18).
Sim, a Igreja é de Cristo e como Cristo não morre mais, a sua Igreja também permanecerá!

Lição n.01 O Ministério no Novo Testamento

Lição n. 01
O MINISTÉRIO NO NOVO TESTAMENTO
leitura bíblica- Mateus 20:20-28

Estudo Diário
Dom: Função ministerial é um dom..........1Co.12:28
Seg. Deveres do pastor e do diácono........1Tm.3:1-11
Ter. Direitos do obreiro............................1Tm.5:17-20
Qua. O pastor e a família..........................1Tm.3:4,5,12
Qui. O povo escolhe os seus líderes...........At.6:1-6;14:23
Sex. Não há obreiro superior a outro.......Mt.20:25-27

Objetivo da Lição; Mostrar que não pode haver maioral entre os componentes do ministério. Tal ensino é de Roma.



Introdução::
O bispo, como pastor, tem a responsabilidade de ver que o serviço de outras pessoas seja bem feito. Não se encontra no Novo Testamento qualquer posição superior entre os obreiros cristãos. Em virtude da sua relação íntima com Cristo e das instruções que receberam diretamente dEle, os doze ocuparam uma posição especial nas organizações eclesiásticas, como se vê nos estudos das igrejas, segundo o livro de Atos (caps. 1.6.11.15) e em vários outros lugares da Bíblia. (Note bem, somente os doze). Não se encontra no Novo Testamento o uso do vocábulo bispo no sentido de um oficial eclesiástico que tem autoridade sobre outros ministros do evangelho. Pastor, evangelista, mestre, presbítero e bispo, são termos que se referem às funções (dons espirituais) dos mensageiros de Deus, sem a mínima indicação de que qualquer um destes tivesse autoridade eclesiástica sobre qualquer outro. Portanto, o pastor, quando superintendente, administra, está realizando a tarefa de bispo. O bispo é o organizador, diretor e presidente dos membros da Igreja. Na carta a Tito, Paulo, orientando-o sobre a ordenação de presbíteros, chama-os de bispos (Tt. 1:5-7). Estes textos, provam sobejamente, esta verdade: há três títulos, porém um só ofício. Nada de um líder principal!

Exposição::
1-Quantas ordenações ministeriais havia na Igreja? - Ler Fp.1:1 –

2-Os termos, presbíteros, bispos e anciãos, são categorias de oficiais?
Não há três categorias de oficiais, como ensinam algumas denominações. Os três títulos expressam, sim, idéias bíblicas do ministério e suas funções.” No Novo Testamento, os três títulos, (heb.ancião; gr. Presbítero; latim bispo), são usados indistintamente para o cargo de pastor. Isto se explica pelo fato de que havia cristãos entre os judeus, gregos e romanos. Assim aconteceu até o ano 150 D.C. quando pela primeira vez, os presbíteros eram subordinados aos bispos.” “A Bíblica usa três palavras para descrever os homens que cuidam do rebanho de Deus. Presbítero...bispo e pastor...estas não eram três posições distintas, mas três palavras usadas para descrever os mesmos homens (veja Atos 20:17-28 . 1Pedro 5:1).“ Nas igrejas do primeiro século, havia em cada uma delas, uma pluralidade de anciãos (presbíteros), cujas funções eram equivalentes (Atos 14:23). Estes anciãos eram também chamados de pastores (Efésios 4:11) e bispos (Filipenses 1:1 ; Tito 1:5-7). A autoridade deles não ultrapassava os limites da igreja local.
Jesus Cristo era o único Bispo, o Supremo Pastor sobre todas as igrejas (1Pedro 5:4).”

3-“A partir de quando o presbítero passou a ser subordinado ao bispo?
No segundo e terceiro séculos foi-se desenvolvendo a idéia de um posto congregacional separado e acima do pastor. O ocupante do cargo mais elevado se chamava bispo, em sentido diferente do nome usado nas escrituras (Tito 1:5-7 ; 1Pedro 5:1-4), para designar todos os anciãos. Mais tarde, foi feita outra adaptação na organização das igrejass, e o bispo tornou-se o chefe de diversas igrejas compreendidas numa determinada zona. Por exemplo, o bispo da igreja de Antioquia estava acima da autoridade do pastor de qualquer igreja situada na área dessa cidade.”

4-Reconhece o catolicismo, ser a hierarquia no ministério, ensino dele?
Sim,”A organização da hierarquia da Igreja foi lenta. No começo do cristianismo, havia apenas os padres ou presbíteros, encarregados da parte material. Depois surgiram os bispos (vigilantes), com a missão de vigiar a integridade da doutrina e a prática do culto. Os fiéis escolhiam os padres e os diáconos: estes escolhiam os bispos, que depois eram aprovados pelos fiéis, por aclamação. Já no fim do século I, notava-se uma grande separação entre os membros do clero e os fiéis, o que não acontecia nas origens da Igreja...Com a expansão do Cristianismo, a Igreja adotou como modelo de sua administração a própria organização do Império Romano. A unidade principal da administração era a província. O bispo mandava na província. Para ajuda-lo na administração e nas funções sacerdotais, indicava diáconos e padres...Os bispos adotaram o costume de continuar sua eleição pela aprovação dos demais bispos. O bispo da capital da capital era chamado metropolitano;e os bispos das grandes cidades do Império como Alexandria, Jerusalém, Antioquia e Constantinopla, eram chamados de patriarcas.O bispo de Roma sucessor de São Pedro, passou a ter primazia sobre todos os demais bispos. É o papa, chefe da Igreja”.

5-De que forma alguém alcançava o ministério de presbítero?
“É, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros...” (Atos 14:23 ; 15:22). Os anciãos, presbíteros ou bispos das igrejas primitivas eram moderadores ou pastores, escolhidos segundo o costume da sinagoga. Acredita-se que, desde o princípio, fossem eleitos pelo povo e, depois de aprovados pelos apóstolos, eram empossados com oração e imposição de mãos”.

6-De que forma alguém alcançava o ministério de diácono?
“Irmãos, escolhei dentre vós...e elegeram...”(Atos 6:1-6). Assim ensina a Palavra.

7-Ensinou Jesus que precisava existir uma hierarquia entre os discípulos?
NÃO. (Mateus 20:25-27)

8-Havia diaconista na Igreja?
“Eu recomendo a vocês a nossa irmã Febe, que é diaconisa (gr.diákonon) da igreja de Ceneréia” (Romano 16:1-2). Febe ministrava aos pobres, aos enfermos e aos necessitados, além de prestar assistência a missionários tais como Paulo. Este capítulo indica que, as mulheres prestavam serviços relevantes às Igrejas. E hoje, não há mais essas irmãs?

Conclusão:
Todos estes comentários e depoimentos, mostram que a Igreja primitiva tinha uma organização ministerial bem simples. A criação de cargos ou postos acima do pastor local foi fruto direto da apostasia e culminou com a formação do papado!- “SAI DELA POVO MEU”(Apocalipse 18:4).
-Divulgue esta lição. Outros também precisam identificar o vinho da Babilônia. Senão, como irão se libertar dele?

Talmud e Jesus O Cristo.

TALMUDE E JESUS
PAULO DIAS
Os seguintes passos, em geral do Talmude, são paralelos no evangelho e nos livros judaicos, sobretudo nos caps. 5-7 de Mateus:
Amai os vossos inimigos e fazei bem aos que vos odeiam (Mt 5). Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão; se tiver sede, água (Provérbios 25,21-2).
Quem tem misericórdia de seus semelhantes alcança misericórdia no céu (Sabat, 151b).
Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso (Lc). Assim como Deus é misericordioso e bom, fazei vós (Sabat, 336).
Quando derdes vossa esmola, dai em segredo (Mt). Quem dá esmolas publicamente, é pecador (Sabat, 104a).
Não passará um jota ou til da Lei sem que tudo seja cumprido (Mt). Nem todos os homens unidos poderiam riscar da Lei um jota sequer (Rabbah 5,2).
Quando um homem olha cobiçosamente uma mulher, em seu coração já cometeu adultério (Mt). Quando um homem tenciona pecar, é como se já tivesse pecado contra Deus (Rabbah 8,5).
Se amardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de bom? (Mt). Quando desonras um teu irmão de outra raça, desonras o filho de tua mãe (Rabbah 6,9).
Quem fizer mal a seu semelhante, arderá no fogo eterno (Mt). E' preferível lançar-se vivo numa fornalha do que fazer mal a seu semelhante (Baba Mezia, 586).
Seja o vosso falar, sim sim; não não (Mt). Seja sim o teu sim, seja não o teu não (Baba Mezia, 49a). Pensamentos imorais são piores do que atos imorais (Yoma 29a).
Perdoai para serdes perdoados (Mt). Quem perdoa é perdoado (Yoma 23a).
Orai em segredo, e sem multiplicar palavras (Mt). Não repitais palavras em vossa prece; todo ardil que distrai a atenção de D'us tira da prece o seu valor (Yoma 19b).
Quem for tolerante, generoso e não buscar os seus direitos com arrogância, terá o perdão de seus pecados (Yoma 23a).
Não julgues adúltero o que peca por atos; igualmente adúltero é o cobiçoso que apenas olha (Pesikta Rabati, 1246).
Quem é forte? Quem faz do inimigo um amigo (Avot, R.Natan, 23-4).
O homem que pratica meus ensinos é como quem construi sua casa sobre a rocha, vem a chuva e não derruba esta casa (Mt 7). O homem que pratica o bem e estuda a Lei é como alguém que construi sua casa com alicerces de pedra e cobertura de telhas, de modo que a casa não sofre, mesmo com enchente. Mas quem pratica o mal, ainda que estude a Lei, é como quem levanta a casa com alicerces de telha e telhado de pedra: ao menor chuvisco, a casa desmorona (Avot, R.Natan, 23-4).
Dai vossa esmola em segredo tal que não saiba a vossa mão esquerda o que faz a direita (Mt). A esmola deve ser dada em segredo (Baba Bathra, 9b). Não humilhes o pobre socorrendo-o publicamente (Chagiga, 5a).
Orai em segredo (Mt). A prece deve ser silenciosa (Sota, 326). Rabi Yochanan ensinou, se alguém orar continuamente, julgando que assim D'us o ouve, reza em vão (Berachot326). Demorar-se em preces prolongadas, ou rezar algumas palavras apenas, não faz diferença se o coração está voltado ao céu (Berachot 56).
A cada dia basta o seu mal (Mt). Basta a preocupação de cada hora (Berachot 9b).
Ajuntai tesouros no céu, onde as traças não comem (Mt). Um rei doou todos os seus bens aos pobres; quando o censuraram, disse, os meus avós amontoaram tesouros na terra, eu acumulo no céu; eles os amontoaram onde um homem pode tomá-los, eu acumulo onde ninguém lhes deitará mão; eles amontoaram para este mundo, eu acumulo para o mundo vindouro (Talmud Yerushalmi, Peah, 1,15b).
Olhai os lírios do campo, não trabalham nem semeiam, mas nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como eles (Mt). Rabi Simeon ben Eliazar ensinou, nunca vi gazela guardar figos, nem leão carregar um fardo, nem raposa abrir loja, no entanto são alimentados, sem preocupações nem fadigas. Se essas criaturas, criadas apenas para servir ao homem, são assim alimentadas, com mais razão devo ter a esperança de receber o meu pão de cada dia sem preocupações ou canseira, porque fui criado para servir a Deus (Kiddushin 826). Não te preocupes com o dia de amanhã, pois não sabes o que a manhã seguinte vai te trazer (Sanhedrim 10b).
Não julgueis, para não serdes julgados, pois com a medida que usardes, sereis medidos (Mt). Não julgues o teu próximo, sem te colocares no lugar dele (Avot, R. Hilel 2,5).
O homem será medido com a medida que usar para medir os outros (Mishna Sota 1,7).
Antes de tirardes o argueiro do olho do teu irmão, retirai a trave do vosso (Mt). Disse o rabi Tarfon, um homem diz ao companheiro, tira o argueiro dos teus olhos; o outro replica, tira primeiro a trave dos teus (Erachim 16,b).
«Jesus era judeu em tudo que fazia e pensava. Como israelita fervoroso, observou todos os mandamentos, considerou Elohim como seu pai celestial, teve piedade do pobre.
Apoiou a quem tropeça no caminho; e amou a quem se arrepende: a este, nem mesmo um justo perfeito tem o direito de tomar o lugar, segundo a palavra do Talmude. Ele tem igualmente o defeito caracterial do judeu: nunca repara na grandeza e na beleza da natureza, e nunca sorri. Chorou, ameaçou e prometeu para ensinar... Jesus era o mais judeu de todos os judeus, mais judeu que o grande mestre Hillel». (Rabi Klausner).
Ademais o passo da Adúltera em Jo 8:3-11, no evangelho, exemplifica como nenhum outro o ensino de Jesus sobre a misericórdia. Conforme depoimento dos Pais da Igreja, este passo foi recolhido no folclore oral judaico da Espanha, ainda em tempos apostólicos cf. CHAMPLIN, O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo vol 3.
Ademais, Jesus nasceu como judeu, foi circuncidado como judeu, viveu como judeu, morreu como judeu e por causa de ser judeu; se tivesse nascido grego, ninguém ia achar esquisito o que ele disse; mas como era judeu, houve o preconceito fatal de Roma e mesmo de alguns judeus. Editou, Paulo Dias.
FONTES: Mishlei (Provérbios) 25,21-2; Sabat, 15b.336.104a; Rabbah 5,2.8,5.6,9; Baba
Mezia, 586.49a; Yoma 29a.23a.19b.23a; Pesikta Rabati, 1246; Abot, R.Natan, 23-4;
Baba Bathra, 9b; Chagiga, 5a; Sota, 326; Berachot 326.56.9b; Talmud Yerushalmi,
Peah, 1,15b; Kiddushin 826; Sanhedrim 10b; Abot, R. Hilel 2,5; Mishna Sota 1,7;
Erachim 16,b. Etc.

Mudanças na Igreja Romana ao longo dos séculos!

É bom conhecer a história e é muito bom, e fundamental, estudar a BIBLIA, que é a palavra de Deus. O estudo da Biblia é decisivo para não sermos enganado por doutrinas inventadas por homens e que se transformaram em tradições ao longo dos anos. Bom estudo e confira estes dados...
MUDANÇAS EFETUADAS PELA IGREJA ROMANA AO LONGO DE SUA HISTÓRIA

ANO - MUDANÇA DOUTRINÁRIA
160DC Tertuliano faz os primeiros batismos trinitariano utilizando o sinal da cruz na testa do batizando. Mas, do ponto de vista histórico, um dos primeiros a utilizar, no Ocidente cristão, o termo "Trindade", para expressar a idéia de que a unidade divina existiria em três pessoas distintas, foi Tertuliano. No início do século III, em sua obra "Adversus Praxeas" (2,4; 8,7), ele utilizou o termo latino de "trinitas". Antes disso, e no Oriente cristão, só há o registo do termo grego "Τριας" nos escritos de Teófilo de Antioquia ("Três Livros a Autolycus", 2, 15) redigidos por volta do ano de 180 d.C
197 - Começa um movimento herético, comandado pelo bispo de Roma, CONTRA A DIVINDADE DE JESUS.217 - O Bispo Calixto ensina que o PAI E O FILHO SÃO UM ESPÍRITO INDIVISÍVEL.300 (aproximado) - ORAÇÃO PELOS MORTOS320 - VELAS – Começa-se a acender velas aos mortos, prática realizada pelos pagãos e trazida para a igreja.321 - MUDANÇA DA LEI: do sábado para o domingo (Constantino estabelece a primeira lei dominical, decretando que todas as cortes de justiça, habitantes de cidades e oficinas repousassem no dia do sol - venerabili die solis.).336 - O Concílio de Laodicéia oficializa dentro da igreja a transferência do sábado para o domingo.

345 – Natal ou Natividade. De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
375 - VENERAÇÃO DOS ANJOS E SANTOS FALECIDOS E O USO DE IMAGENS – Este foi um dos períodos mais negros da igreja, quando Basílio de Cesaréia e Gregório de Nazianzo introduzem o culto aos santos. Além disso, aparecem o incensário, paramentos e altares, mostrando já a forte influência dos pagãos que adentravam a igreja, sem uma experiência de conversão.
381 -Primeiro Concílio de Constantinopla - realizado para, em oposição aos pneumatômacos, afirmar a plena divindade pessoal do Espírito Santo - e apresentada no credo de Atanásio
386 - Graciliano e Teodósio decretam que todos os litígios e negócios cessassem no domingo.394 - A MISSA, como celebração diária400 - ORAÇÃO PELOS MORTOS E O SINAL DA CRUZ FEITO NO AR416 - O Papa Inocêncio I diz que o domingo deve ser o dia para o jejum, dando assim força para a guarda do domingo.431 - COMEÇO DA EXALTAÇÃO A MARIA (O termo "Mãe de Deus" foi-lhe aplicado pela primeira vez pelo Concílio de Éfeso.)440 - BISPO LEÃO I , foi o primeiro a sustentar sua autoridade sobre os demais. É considerado pelos historiadores como sendo o primeiro Papa, embora não fosse oficialmente..500 - OS SACERDOTES COMEÇARAM A SE VESTIR DE MANEIRA DIFERENTE526 - EXTREMA UNÇÃO – É estabelecida para perdoar os pecados do enfermo antes da morte.538 - “No Concílio de Orleans, foi ordenado que todas as coisas, anteriormente, permitidas no domingo continuassem em vigor; mas que se abstivessem do trabalho com arado ou em vinhas, sega, ceifa, debulha, cultivo, cercagem a fim de que as pessoas pudessem freqüentar a igreja convenientemente.” A Igreja Católica na Profecia, 265.590 - “O Papa Gregório em carta dirigida ao povo romano, qualificou como profetas do anticristo os que ensinassem que não devia trabalhar no sétimo dia.” A Igreja Católica na Profecia, 265.593 - A DOUTRINA DO PURGATÓRIO (Estabelecida por Gregório I.)600 - LATIM usado para orações e cultos (Imposto por Gregório I.)600 (aproximadamente) - ORAÇÕES FEITAS A MARIA, santos mortos e anjos607 - TÍTULO DE PAPA, ou bispo universal, dado a Bonifácio III pelo imperador Focas.709 - BEIJAR OS PÉS DO PAPA (Começou com o papa Constantino.)750 - PODER TEMPORAL DOS PAPAS, conferido por Pippin, rei dos francos.758 - CONFISSÃO DE PECADOS AOS PADRES (Tem início a Confissão Auricular.)786 - ADORAÇÃO DA CRUZ, IMAGENS E RELÍQUIAS (Decidido no Concílio de Nicéia.)819 - “Pela primeira vez na história, encontra-se o registro da observância à festa da Assunção de Maria, isto é, a crença de que Maria tinha subido ao Céu em forma corpórea, assim como aconteceu com Jesus.” A Igreja Católica na Profecia, 266.850 - ÁGUA BENTA (Misturada com uma pitada de sal e abençoada pelo sacerdote.)880 - DECRETA-SE A PRÁTICA DE CANONIZAREM-SE OS SANTOS (Atribuindo-se a si, o Papa, esse direito.)890 - ADORAÇÃO A SÃO JOSÉ927 - COLÉGIO DOS CARDEAIS (Estabelecido em 927.)965 - BATISMO DOS SINOS (Instituído pelo papa João XIII.)995 - CANONIZAÇÃO DOS SANTOS MORTOS (Primeira vez pelo papa João XV.)998 - JEJUM NAS SEXTAS-FEIRAS E DURANTE A QUARESMA – É ESTABELECIDO O DIA DE FINADOS (Os mortos seriam reverenciados neste dia.)Século XI - A MISSA, gradualmente transformada em sacrifício com freqüência obrigatória.1079 - CELIBATO DOS SACERDOTES (Decretado pelo papa Gregório VII. Os padres casados deveriam divorciar-se de suas esposas compulsoriamente.)1090 - O ROSÁRIO, oração mecânica por meio de contas (Inventado por Pedro, o Eremita.)1095 - O Papa estabeleceu as INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS, quando o fiel através de pagamento de uma quantia estabelecida pelo Clero, teria o perdão de seus pecados, por um período pré-determinado.1100 - O PAPA DECRETA QUE AS MISSAS PASSEM A SER PAGAS PELOS FIÉIS PARA QUE SEJAM OFICIADAS. INICIA-SE O CULTO AOS ANJOS.1115 - CONFISSÃO AURICULAR É TRANSFORMADA EM ARTIGO DE FÉ.1125 - SURGE A IDÉIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA.1160 - REGRA DE FÉ COM OS SETE SACRAMENTOS É ESTABELECIDA PELO PAPA.1184 - A INQUISIÇÃO - “Neste ano, foi decretado o estabelecimento do tribunal da Santa Inquisição pelo Concílio de Verona, realizado na Itália. Esta organização se encarregaria de perseguir e torturar com o objetivo de acabar com toda manifestação dissidente, ou seja, que discordava da Igreja.” A Igreja Católica na Profecia, 268.1190 - VENDA DE INDULGÊNCIAS (Foram definitivamente regulamentadas.)1200 - Introdução definitiva do USO DO ROSÁRIO (Por São Domingos, chefe supremo da “Santa Inquisição.)1215 - TRANSUBSTANCIAÇÃO – “O papa Inocente III estabelece o dogma da transubstanciação e já é transformada em artigo de fé. Esta doutrina sustenta que, através da virtude da oração sacerdotal, o pão e o vinho, deixam de ser o que são, alteram sua própria natureza e se transformam no corpo e sangue de Cristo.” A Igreja Católica na Profecia, 268.1215 - CONFISSÃO AURICULAR de pecados a um sacerdote e não a Deus.(Instituída pelo Papa Inocente III, no Concílio de Latrão.)1220 - ADORAÇÃO DA HÓSTIA (Decretada pelo papa Honório III.)1229 - A BÍBLIA PROIBIDA AOS LEIGOS (A Bíblia é colocada no índex dos livros proibidos.)1251 - O ESCAPULÁRIO (Inventado por Simão Stock, um monge inglês.)1264 - Realiza-se pela primeira vez a FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.1303 - A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA é proclamada como sendo a única verdadeira, e somente nela o homem pode encontrar salvação.1311 - É ordenada pela primeira vez a realização da PROCISSÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO.1317 - O Papa João XXII ordena aos fiéis que seja feita a oração a Maria (“Ave Maria”).1369 - Carlos V reforça a PROIBIÇÃO DA LEITURA DA BÍBLIA PARA AMBOS OS SEXOS.1414 - O CÁLICE PROIBIDO AO POVO na comunhão, pelo Concílio de Constança.1439 - PURGATÓRIO como dogma pelo Concílio de Florença.1439 - OS SETE SACRAMENTOS confirmados como doutrina.
1483 - Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI.
1508 - A AVE MARIA (Parte da metade final foi completada 50 anos mais tarde e aprovada pelo papa Sixto V no final do século 16.)1515 - VENDA DE INDULGÊNCIAS – “Em 31 de março, o papa Leão X autoriza a venda de indulgência através da qual a pessoa é livre de passar pelo purgatório. Tetzel vende indulgências para pagar pecados passados, presentes e futuros e arrecada uma grande fortuna.” A Igreja Católica na Profecia, 2691534 - A ORDEM DOS JESUÍTAS (Fundada por Loyola.)1545 - A TRADIÇÃO DECLARADA DE AUTORIDADE IGUAL A DA BÍBLIA pelo Concílio de Trento.1546 - LIVROS APÓCRIFOS acrescentados à Bíblia pelo Concílio de Trento.1547 - OS SETE SACRAMENTOS É TRANSFORMADO EM LEI1560 - O CREDO DO PAPA PIO IV (Imposto como o credo oficial.)1562 - A MISSA É CONSIDERADA PROPICIATÓRIA, com poderes para perdoar pecados e confirma-se o CULTO AOS SANTOS.1634 - CANONIZAÇÃO DE SANTOS (Estabelece-se o modo de proceder a canonização.)1854 - A IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM MARIA (Proclamada pelo papa Pio IX, na sua bula Ineffabilis Deus, em 8 de dezembro.) “Este dogma sustenta que Maria, igual a Cristo foi concebida sem pecado no seio de sua mãe Joquebede e, por essa razão, Maria esteve livre do pecado original.” A Igreja Católica na Profecia, 270.1864 - SUMÁRIO DOS ERROS (Proclamado pelo papa Pio IX e ratificado pelo Concílio do Vaticano; condenava a liberdade de religião, de consciência, de expressão, de imprensa e das descobertas científicas, que eram desaprovadas pela Igreja Romana; assegurava ao papa autoridade temporal sobre todos os governadores civis.)1870 - INFABILIDADE DO PAPA EM QUESTÕES DE FÉ E MORAL (Proclamada pelo Concílio do Vaticano). “O papa nunca erra quando está no exercício de sua função.” A Igreja Católica na Profecia, 270.1930 - ESCOLA PÚBLICAS CONDENADAS pelo papa Pio XI.1950 - ASSUNÇÃO DA VIRGEM MARIA – “O dogma da Assunção de Maria é a crença de que ela foi transportada para o Céu sem ver a morte.” (proclamada pelo papa Pio XII) A Igreja Católica na Profecia, 270.1965 - MARIA, PROCLAMADA MÃE DA IGREJA (pelo papa Pio XII)1993 - “No dia 5 de outubro de 1993, o papa João Paulo II emite uma encíclica intitulada “Veritatis Splendor”, que é considerada pelos intelectuais católicos como o horror dos teólogos. Nesta encíclica o PAPA AFIRMA QUE NÃO É PERMITIDO TER DIVERGÊNCIA COM O PAPA EM MATÉRIA DE ÉTICA OU MORAL. Sendo assim, os teólogos que divergem do papa não devem ter o direito de ensinar e de publicar livros. E também que escolas e universidades e mesmo hospitais católicos devem perder este título (católico) caso apresentem divergência com a linha do Vaticano.” A Igreja Católica na Profecia, 270 e 2711995 - “O papa João Paulo II emite outra encíclica intitulada “Ut unum sint” onde reafirma a proposta do Concílio Vaticano II sobre a REUNIFICAÇÃO DAS IGREJAS DISSIDENTES e que todos os esforços devem ser feitos no sentido de que estas igrejas aceitem a autoridade do papa como figura máxima do cristianismo.” A Igreja Católica na Profecia, 271.1998 - “O papa João Paulo II firmou a bula “Incarnationis Mysterium”. De acordo com este documento, O MEMBRO PODE OBTER A INDULGÊNCIA PLENA (perdão dos pecados) NO PERÍODO DO ANO SANTO, pela qual seus pecados são redimidos, se seguirem algumas exigências. O Ano Santo é comemorado a cada 25 anos. A celebração do Ano Santo foi instituída por Bonifácio VIII, um papa ambicioso que governou a Igreja Católica entre 1294 e 1303.” A Igreja Católica na Profecia, 271.1999 - “O papa João Paulo II contraria a ordem bíblica exarada nos Dez Mandamentos e emite uma encíclica de 40 páginas intitulada “Dies Domini”, sobre A IMPORTÂNCIA DE GUARDAR O DOMINGO. Reafirma neste documento que o dia estabelecido por Deus é o sábado, mas que a igreja achou conveniente mudar o dia de guarda e todos devem guardar o domingo e não o sábado.” A Igreja Católica na Profecia, 271 e 272.2000 - Em setembro de 2000 o papa João Paulo II emite um documento intitulado “Dominiun Jesus”. “Este documento enfatiza que a Igreja Católica é a única igreja verdadeira e o único instrumento de salvação.” A Igreja Católica na Profecia, 272.
*Dados extraídos de uma lista elaborada pelo Dr. Sikberto Marks, dos livros “A Igreja Católica na Profecia” e “Segue-me”.
Postado por CHEGOU A HORA
http://jonatanconceicao.blogspot.com/

Mais fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%ADticas_%C3%A0_doutrina_da_Trindade
http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal

Sistema de Governo Eclesiastico Centralizado

Hierarquia Romana:

Cura
Padre
Frade
Abade
Monge
Cônego
Bispo
Arcebispo
CardeaL
Prelado
Monsenhor
Núncio

O guia maioral (principal) de todos.
A cabeça da Igreja Romana.
“Toda criatura para se salvar deve submeterse
ao Pontifície Romano”. (Doc. Vaticano)

PAPA

Documentário Vaticano:

Purpurado
“O catolicismo por ser latino adotou títulos espanhois
e italianos que resultaram numa hierarquia.
Esses títulos nada tem a ver com o Novo Testamento, é criação
do sistema deles.” (Doc. o Estado do Vaticano)

O Catolicismo reconhece ter adotado do Império Romano
pagão, a hierarquia no ministério e o sistema de governo
centralizado?
Reconhece que estes dois ensinos não havia na Igreja primitiva?



“A organização da hierarquia da Igreja foi lenta. No começo do
cristianismo, havia apenas os padres ou presbíteros, encarregados da
parte espiritual, e os diáconos, encarregados da parte material. Depois
surgiram os bispos (vigilantes), com a missão de vigiar a integridade da
doutrina e a prática do culto. Os fiéis escolhiam os padres e os diáconos;
estes escolhiam os bispos, que depois eram aprovados pelos fiéis, por
aclamação. Já no fim do século I, notava-se uma grande separação entre
os membros do clero e os fiéis, o que não acontecia nas origens da
Igreja...
Com a expansão do Cristianismo, a Igreja adotou como modelo
de sua administração a própria organização do Império Romano.
A unidade principal da administração era a província. O bispo mandava
na província. Para ajudá-lo na administração e nas funções sacerdotais,
indicava diáconos e padres...Os bispos adotaram o costume de confirmar
sua eleição pela aprovação dos demais bispos. O bispo da capital era
chamado metropolitano; e os bispos das grandes cidades do Império,
como Alexandria, Jerusalém, Antioquia e Constantinopla, eram chamados
de patriarcas. O bispo de Roma, sucessor de São Pedro, passou a ter
primazia sobre todos os demais bispos. É o papa, chefe da Igreja”.
Nos primeiros séculos havia somente igrejas locais, estas seguiam
fielmente as palavras de Jesus. A apostasia e o espírito do anticristo,
ainda não havia se manifestado em sua forma plena. Nesse período, o
Cristianismo tinha bispos, pastores, presbíteros, e evangelistas, que foram
homens de Deus, comissionados para levar avante a Sua Igreja.
“Entre esses homens de Deus não havia maiores ou menores, embora
Tertuliano, tenha acusado o bispo Calixto de “querer ser o bispo dos
bispos”, isso no ano 208 d.C.
A partir do ano 400 as igrejas passaram a ser dominadas por cinco
“patriarcas”: os bispos de Antioquia, Jerusalém, Alexandria,
Constantinopla e Roma, formando-se o embrião que gerou o papado.
As igrejas até então livres, começaram a perder autonomia com o
papa Inocêncio I, em 401. Ele se dizia governante das igrejas de Deus e

exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele. Leão I (440-461),
é mencionado pelo historiadores como sendo o primeiro papa. Para
dominar soberamente ele declarou que “resistir à sua autoridade
seria ir direto para o inferno”, o que gerou uma disputa entre os
bispos pela liderança do cristianismo, principalmente entre as igrejas de
Constantinopla e a de Roma. O Estado do Vaticano foi oficializado com
o papa Estevão II, no período de 741 a 752. Ele instigou Pepino, o rei
dos francos, a conquistar territórios da Itália para doá-los à igreja. Carlos
Magno confirmou essas doações no ano 774, elevando o catolicismo à
categoria de religião mundial e criando o Santo Império Romano, sob a
autoridade do papa-rei. A Igreja derramou muito sangue em nome da
“fé” e adotando o celibato como uma maneira de proteger os bens da
Igreja” (por Kal Weis - Escritor).
“É notório e interessante observar como a Igreja do primeiro século
trabalhou difundindo o Evangelho sem depender da administração de um
cabeça (humano). Porque certamente para corrigir aquela anormalidade
suscitada pelos judaizantes, Paulo e Barnabé tiveram que subir a Jerusalém
a consultar sobre a situação (At. 15). A pergunta é: Permaneceram os
apóstolos toda a vida em Jerusalém? Continuou Jerusalém sendo a sede
da Igreja? A resposta a estas perguntas é não. Seguramente os discípulos
tinham que cumprir o mandamento do Senhor de ir por todo o mundo a
pregar o Evangelho. Em nenhuma de suas Cartas sugere Paulo ou outro
apóstolo ,que Jerusalém havia sido tomada como a cabeça das demais
Igrejas...Pelos escritos do N.T. pode notar se comunhão entre as Igrejas,
porém, não se observa que alguma delas tenha tido primazia sobre as
demais, ou que determinado homem tenha recebido semelhante autoridade.
Isto assinala claramente que todas as igrejas possuíam a mesma autoridade
e o mesmo direito...
Lamentavelmente, a coisa mudou dramaticamente, quando a partir das
primeiras décadas seguintes a morte dos apóstolos, um homem
chamado Víctor, bispo de Roma, começou a tomar força, e a ter
autoridade de decidir sobre as outras igrejas. A ele, segundo Eusébio
de Cesaréia, se devem as modificações sobre a celebração da Ceia do
Senhor... Ademais, impôs que a ressurreição de Cristo não devia ser
celebrada em outro dia que fosse o domingo. Segundo Eusébio, aquelas
pretensões de superioridade suscitaram contínuos debates entre todos os
bispos, até que Víctor começou a ganhar adeptos na maioria deles.

As
igrejas que não aceitaram sua liderança “foram cortadas” de comunhão
do resto das igrejas. Dessa maneira surgiu a Igreja (não a Igreja de Deus,
o povo de Deus, mas a Igreja (Romana) obscurecendo o povo original
(Eusébio de Cesareia - História Eclesiástica - v. 24,11”. Matéria tirada
do site da Igreja de Deus (Sétimo do Dia) do Canadá.
“O catolicismo por ser latino adotou títulos espanhois e italianos
que resultaram numa hierarquia. Esses títulos nada tem a ver com o
Novo Testamento, é criação do sistema deles.
Veja alguns desses títulos:
Papa, significa pai, termo de ternura aplicado a todos os primeiros
bispos, mas a palavra perdeu o sentido desde que tiveram um Papa como
chefe a partir do século IV. Núncio é embaixador do Vaticano.
Monsenhor é título para as altas figuras do catolicismo. Purpurado e
Prelado, são distinções que todos eles cobiçam. Cardeal é prelado do
sacro Colégio pontificado. Arcebispo é superior ao Bispo. O Bispo é
o que governa uma diocese. Cônego é elemento de uma Catedral.
Monge é o religioso de Mosteiro. Abade é o que dirige o Mosteiro.
Frei e Frade são Ordem religiosa e Militar. Padre, o mesmo que pai, o
que todos deveriam ser... Cura é o pároco de Aldeias” (Documentário
o Estado do Vaticano - pg. 21).

Conclusão:
Aí está amado irmão, um resumo da história sobre centralização e hierarquia. Estes
dois sistemas foram rejeitados por Jesus (Mt. 20:25-27). Vieram de Roma pagã, o próprio
catolicismo reconhece isso! Esse espírito atuava em Diótrefes na época do apóstolo João,
e futuramente levantaria o homem do pecado (2Ts. 2:3-11; 3Jo. 9,10).


Evangelista Flavio

Ceia no dia 14 de Nisã.

A Festa da Páscoa A páscoa era uma festividade sagrada comemorada pelos israelitas.A Páscoa (hebr.: pé·sahh; gr.: pá·skha) foi instituída na noite que precedeu o Êxodo do Egito. A primeira Páscoa foi celebrada por volta da época da lua cheia, no dia 14 do mês de abibe (mais tarde chamado nisã) do ano 1513 AEC. Dali em diante, deveria ser celebrada anualmente. (Êx 12:17-20, 24-27) Abibe (nisã) cai nos meses de março-abril do calendário gregoriano. A Páscoa era seguida de sete dias da Festividade dos Pães Não Fermentados, de 15 a 21 de nisã. A Páscoa comemora a libertação dos israelitas do Egito e serem os seus primogênitos ‘passados por alto’ quando Jeová destruiu os primogênitos do Egito. Quanto à época do ano, caía no início da colheita da cevada. — Êx 12:14, 24-47; Le 23:10.A Páscoa era uma celebração comemorativa; portanto, a ordem bíblica era: “E terá de acontecer que, quando os vossos filhos vos disserem: ‘Que significa para vós este serviço?’, então tereis de dizer: ‘É o sacrifício da páscoa a Jeová, que passou por alto as casas dos filhos de Israel no Egito quando feriu os egípcios, mas livrou as nossas casas.’” — Êx 12:26, 27.A Ceia do SenhorQuanto a adquirir o que conhecemos hoje levou muito tempo.Pouco antes de sua morte, Jesus celebrou a páscoa com seus discípulos e realizando um novo pacto. Este acontecimento conhecemos como refeição noturna do Senhor ou Santa Ceia, onde ele usou pão( Ázimo) e vinho (puro sangue da uva) para de forma simbólica indicar o sacríficio que ele iria fazer representando seu corpo. E que deveriam fazer isso não todo dia, toda hora, toda semana mas de ano em ano.“Isto significa meu corpo que há de ser dado em vosso benefício.” A seguir, Jesus fez passar um copo de vinho, dizendo: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.” Ele disse também: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Lucas 22:19, 20; 1 Coríntios 11:24-26) Esta celebração é chamada de Refeição Noturna do Senhor, ou Comemoração. É a única celebração que Jesus mandou seus seguidores guardar.Muitas Igrejas afirmam que guardam esta celebração junto com todas as suas outras festividades, mas a maioria delas a comemora de forma diferente do modo ordenado por Jesus. Talvez a mais notável diferença seja a freqüência da celebração. Algumas Igrejas a celebram mensalmente, outras semanal ou mesmo diariamente. Será que foi isso o que Jesus pretendia quando disse aos seus seguidores: “Persisti em fazer isso em memória de mim”? The New English Bible diz: “Fazei isto em comemoração de mim.” (1 Coríntios 11:24, 25) Quantas vezes se celebra uma comemoração ou um aniversário? Usualmente, apenas uma vez por ano.Lembre-se, também, de que Jesus iniciou esta celebração e depois morreu na data calendar judaica de 14 de nisã. Era o dia da Páscoa, festividade que lembrava aos judeus a grande libertação que tiveram no Egito no século 16 AEC. Naquela ocasião, o sacrifício de um cordeiro resultou na salvação dos primogênitos judeus, ao passo que o anjo de deus abateu todos os primogênitos do Egito. — Êxodo 12:21, 24-27.A Páscoa era uma celebração anual. Logicamente, pois, o mesmo se dá com a Comemoração. A Páscoa — o dia em que Jesus morreu — sempre caiu no dia 14 do mês judaico de nisã. Portanto, a morte de Cristo deve ser comemorada uma vez por ano no dia calendar que corresponde ao 14 de nisã. Ao passo que muitos na Ásia Menor seguiam a prática dos apóstolos, em Roma reservava-se o domingo para a celebração. Por volta do ano 155 EC, Policarpo de Esmirna, representante das congregações da Ásia, visitou Roma para tratar deste e de outros problemas. Infelizmente, não se chegou a um acordo neste assunto.Irineu de Lião escreveu numa carta: “Nem Aniceto [de Roma] conseguiu persuadir Policarpo a não guardar o que sempre tinha guardado com João, o discípulo de nosso Senhor, e com os outros apóstolos com que se associara; nem Policarpo conseguiu persuadir Aniceto a guardá-lo, pois este disse que ele se devia apegar ao costume dos anciãos que lhe antecederam.” (Eusebius, Livro 5, capítulo 24) Note que se diz que Policarpo baseou sua atitude na autoridade dos apóstolos, ao passo que Aniceto recorreu ao costume dos anteriores anciãos em Roma.Esta disputa intensificou-se perto do fim do segundo século EC. Por volta de 190 EC, certo Vítor foi eleito bispo de Roma. Ele acreditava que a Santa Ceia do Senhor devia ser celebrada num domingo, e procurava o apoio do maior número possível de líderes. Vítor pressionou as congregações asiáticas para que mudassem para o arranjo de domingo.Polícrates de Éfeso, respondendo em nome dos da Ásia Menor, negou-se a ceder diante desta pressão. Ele disse: “Nós guardamos o dia sem alterá-lo, nada lhe acrescentando nem tirando.” Daí ele alistou muitas autoridades, inclusive o apóstolo João. “Todos estes”, sustentou ele, “guardavam o décimo quarto dia como Pascha, segundo o Evangelho, em nada se desviando disso”. Polícrates acrescentou: “Eu, da minha parte, irmãos, . . . não me amedronto com ameaças. Porque os superiores a mim disseram: Temos de obedecer a Deus antes que aos homens.” — Eusebius, Livro 5, capítulo 24.Vítor desagradou-se desta resposta. Uma obra histórica diz que ele “excomungou todas as igrejas asiáticas, e mandou suas circulares a todas as igrejas que concordavam com sua opinião, para que não mantivessem nenhum contato com elas”. No entanto, “este seu ato precipitado e atrevido não foi bem recebido por todos os homens sábios e sensatos do seu próprio grupo, dos quais alguns lhe escreveram severamente, aconselhando-o . . . a preservar a caridade, a união e a paz”. — Antiquities of the Christian Church (Antiguidades da Igreja Cristã), de Bingham, Livro 20, capítulo 5.Institucionalizada a apostasiaApesar de tais protestos, os cristãos na Ásia Menor ficaram cada vez mais isolados na questão de quando se devia celebrar a Refeição Noturna do Senhor. Em outros lugares, introduziram-se sorrateiramente variações. Alguns celebravam todo o período desde o 14 de nisã até o domingo seguinte. Outros a realizavam mais vezes — semanalmente, no domingo.Em 314 EC, o Concílio de Arles (na França) tentou impor o arranjo romano e suprimir quaisquer alternativas. Os quartodecimanos restantes não cederam. Com o fim de resolver este e outros assuntos que dividiam os professos cristãos no seu império, o imperador pagão Constantino convocou em 325 EC um sínodo ecumênico, o Concílio de Nicéia. Este emitiu um decreto que ordenou a todos na Ásia Menor a se harmonizarem com o costume romano.É interessante notar um dos principais argumentos apresentados para se deixar de observar a Comemoração da morte de Cristo na data do calendário judaico. A History of the Christian Councils (História dos Concílios Cristãos), de K. J. Hefele, declara: “Foi declarado especialmente indigno que esta, a mais sagrada de todas as festividades, seguisse o costume (o cálculo) dos judeus, que tinham sujado as mãos com o mais temível dos crimes, e cuja mente ficara cegada.” (Volume 1, página 322) Adotar esta posição era encarado como “‘sujeição humilhante’ à Sinagoga, o que aborrecia a Igreja”, diz J. Juster, citado em Studia Patristica, Volume IV, 1961, página 412.Anti-semitismo! Aqueles que celebravam a Comemoração da morte de Jesus no mesmo dia em que ele morreu eram encarados como judaizantes. Foi esquecido que o próprio Jesus era judeu e que fora ele quem dera àquele dia seu significado por oferecer sua vida a favor da humanidade. A partir de então, os quartodecimanos foram condenados como hereges e cismáticos, e foram perseguidos. O Concílio de Antioquia, em 341 EC, decretou que eles deviam ser excomungados. Todavia, em 400 EC ainda havia muitos deles, e estes persistiram em pequenos números ainda por muito tempo.Desde aqueles dias, a cristandade não retornou ao arranjo original de Jesus. O Professor William Bright admitiu: “Quando se passou a devotar um dia especial, a sexta-feira santa (Jesus Morreu numa quarta!), para a comemoração da Paixão como tal, era tarde demais para atribuir-lhe as questões ‘pascoais’ que S. Paulo tinha ligado com a morte sacrificial: elas tinham sido liberalmente aplicadas à própria festividade da Ressurreição, e criou-se uma confusão de idéias na linguagem ritual da cristandade grega e latina.” — The Age of the Fathers (A Era dos Pais), Volume 1, página 102.E que dizer da páscoa como conhecemos hoje?O sacerdote católico Francis X. Weiser admitiu: “Algumas das tradições populares da Quaresma e da Páscoa remontam a antigos ritos em honra da natureza.” Estes ritos primaveris [hemisfério norte] visavam originalmente “afugentar os demônios do inverno [setentrional]”.O perito católico do oitavo século, Venerável Bede, afirmava que o termo derivava-se do nome de uma deusa anglo-saxônica da primavera, “Eostre”. Em seu livro, The Two Babylons (As Duas Babilônias), Alexander Hislop afirmava haver uma conexão entre a Páscoa e a deusa babilônica Astartéia.Costumes Pagãos Que Foram “Cristianizados”Ovos de Páscoa: Visto que comer ovos era anteriormente proibido na Quaresma, The Encyclopedia Americana afirma que “ovos decorados podiam simbolizar o fim da época de penitências e o começo de alegre celebração”. Não obstante, as obras de referência concordam que o ovo era um símbolo da vida e da fecundidade entre os idólatras. Afirma o livro Celebrations (Celebrações): “Dizia-se que os ovos eram coloridos e comidos nas festas da primavera setentrional do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma. Os persas daquela época davam ovos de presente no equinócio vernal [outonal, hem. sul].”Lebres e Coelhos da Páscoa: Na Europa, a lebre há muito tem sido um símbolo tradicional da Páscoa. (Na América do Norte e do Sul, o animal é o coelho — parente próximo da lebre.) Todavia, The New Encyclopædia Britannica (Nova Enciclopédia Britânica) explica que a lebre era “o símbolo da fecundidade no antigo Egito”. Assim, saírem as crianças em busca dos ovos de Páscoa, supostamente trazidos pelo coelho pascal, “não se trata de mera brincadeira de criança, mas é vestígio dum rito de fertilidade”. — Funk & Wagnalls Standard Dictionary of Folklore, Mythology and Legend (Dicionário Padrão de Folclore, Mitologia e Lendas, de Funk & Wagnalls), volume 1, página 335.

Ir. Flavio Schmit